Adestramento de filhotes: punir ou não? | Tudo Sobre Cachorros

Adestramento de filhotes: punir ou não?

Escrito por: Bruno Leite Atualizado em 25/10/2015

Antes de começar, é necessário dizer que o termo punição, muito embora remeta a castigo físico, para a psicologia comportamental é qualquer evento que interrompa determinado comportamento. Ou seja: ignorar, dar bronca, fazer um barulho, dar um toque físico no cão, fazer “Pshi”, cessar um carinho etc.
 
Sem dúvidas, tudo isso está muito longe de causar dor no cachorro e muitas dessas técnicas são de extrema importância na reabilitação de cães jovens, adultos e idosos com problemas de comportamento.
 
A questão é: no caso de filhotes, que não estão passando por um programa de reabilitação, mas, sim, num programa de prevenção, é válido puni-lo? A resposta é: depende do tipo de punição. Todas essas formas de punição citadas são divididas em 2 formas: punição positiva e punição negativa.
 

Punição positiva X Posição negativa

 
A punição positiva é todo tipo de evento desagradável que você usa para interromper um comportamento. Ou seja, fazer algo que o seu cachorro não gosta para que ele pare de latir demais, de morder as coisas, de fazer xixi no lugar errado etc.
 

Exemplos de punição positiva

Dar bronca, borrifar água no cachorro, fazer um barulho alto, bater no cachorro, choque, dar um cutucão etc.
 
A punição positiva, a que insere um evento desagradável, tem como efeito colateral a ansiedade. É evidente que não queremos que filhote fique ansioso na nossa presença. Quem nunca assistiu o pedido de desculpas de um cão, carregado de culpa, ansiedade e emoções ruins, aos seus responsáveis humanos? Segundo B. F. Skinner “Estímulos aversivos geram emoções, incluindo predisposições para luta e fuga, e ansiedades perturbadoras”. Além do mais, no período dos 30 aos 100 dias de vida, o filhote aprende todas as ferramentas necessárias à sobrevivência, absorvendo, como uma esponja, quaisquer ensinamentos e traumas, inclusive o medo de pessoas ou barulhos. Criar um filhote usando punições positivas (eventos desagradáveis) é, na maioria dos casos, criar problemas não naturais no cachorro e a quase certeza de ter um cão adulto desequilibrado.
 
Independente do que diz o moço que cutuca cachorros na TV estrangeira ou ou moço fofo que sorri enquanto chacoalha uma lata de moedas no ouvido do cachorro na TV brasileira, essas são técnicas para serem utilizadas em cães adultos em processo de reabilitação (mesmo assim, com parcimônia), nunca em filhotes. Exceto em casos muito específicos e com um profissional especialista em comportamento canino experiente e qualificado.
 
A punição negativa é quando você retira uma recompensa do cachorro para que ele interrompa um comportamento. Ou seja, retira algo que ele gosta para que ele pare de latir demais, de morder as coisas etc.
 

Exemplos de punição negativa

Ignorar um cão que queira atenção, parar de fazer carinho quando um cão morde, retirar um alimento da mesa que ele costumava roubar etc.
 
punição em filhotes
 
Cães são animais que criam um intenso laço social, por isso, são os melhores amigos dos seres humanos. Mas, para aproveitar tudo que um cão tem para nos oferecer é necessário que criamos um laço pautado na confiança e no respeito mútuo, jamais na desconfiança, medo e violência.
 
Filhotes, principalmente até os 4 meses de vida, devem ser criados com recompensas, paciência, muito amor e punições negativas apenas, aquelas que retiram recompensa ao invés de inserir um evento desagradável para o filhote. Por exemplo, se seu filhote está mordendo a sua mão ou outra parte do seu corpo, em vez de brigar com ele, levante e saia do ambiente em que ele está, assim ele irá associar que quando morde, você se afasta.
 
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