Epilepsia em cães | Tudo Sobre Cachorros

Epilepsia em cães

Escrito por: Drª Juliane Seixas Atualizado em 18/06/2015

Cães e gatos estão sujeitos a ter várias doenças comuns aos humanos, à epilepsia é uma dessas doenças. A epilepsia é uma das patologias neurológicas mais comuns no cão e no gato, é uma doença que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC) e o animal apresenta crises convulsivas e repetidas, apesar das convulsões serem sempre consideradas eventos anormais, é importante saber que nem todas as convulsões são provocadas pela epilepsia.
 
 

Fases da convulsão (epilepsia)

 
Uma convulsão típica é caracterizada por um período inicial, o pródromo, seguido pela aura, ictus e, finalmente, pela fase pós-ictus.
 
epilepsia cachorro1. O pródromo é o fenômeno comportamental que precede o início de uma convulsão, como por exemplo, o animal esconde-se, segue o dono, ou parece inquieto ou assustado. Frequentemente, os donos conseguem reconhecer este tipo de comportamento nos seus animais, permitindo-lhes “prever” o início de uma convulsão. Os pródromos podem ser prolongados, variando de horas a dias.
 
2. A aura é a sensação inicial da convulsão. Neste período, que pode demorar de minutos a horas, os animais podem exibir um comportamento alterado como por exemplo, ficar andando e se lambendo excessivamente, salivação, micção, vómito, ou mesmo eventos psíquicos não usuais, tais como ladrar excessivamente, ou aumento/diminuição da procura de atenção por parte do dono.
 
3. O ictus ou período ictal, é quando realmente ocorre a convulsão, tendo como duração geralmente de alguns segundos a minutos. A fase de pós-ictus caracteriza-se pelo comportamento atípico exibido pelo animal (devido a exaustão cerebral) e que ocorre imediatamente após a convulsão, como por exemplo, inquietação, delírio, confusão, cegueira, sede, fome, micção ou defecação de forma inadequada; esta fase pode ter uma duração que varia desde alguns segundos a várias horas.
 
 

Causas da epilepsia em cães

 
A epilepsia pode ter origem: Primária (epilepsia idiopática) quando não encontramos a causa, normalmente esta tem caráter hereditário. Já a secundária (adquirida) a origem pode ser por desenvolvimento anormal, neoplasias, doenças infecciosas, inflamatórias e vasculares, intoxicações, traumas cranianos) e alterações extracranianas (falhas renais e hepáticas, hipoglicemia, hipocalcemia, etc).
 
As convulsões podem ser generalizadas ou focais. No status epilepticus as convulsões são continuas (generalizadas). Chamamos de Epilepsia o quadro clínico caracterizado pela repetição frequente dos episódios de convulsão.
 
 

Sinais e sintomas da epilepsia

 
Nas crises epiléticas há perda súbita de consciência, o animal permanece deitado de lado e manifesta movimentos violentos que envolvem todo o corpo, com contrações musculares, movimentos de “pedalar” e tremores, também são observados movimentos mastigatórios e “tiques” faciais, assim como, dilatação pupilar, salivação, micção e defecação espontânea.
 
 

Primeiros socorros

 
Mantenha a calma, as crises normalmente duram de 1 a 5 minutos.
 
• Durante uma convulsão, é necessário que o proprietário tente proteger o cão para que ele não se machuque, batendo em objetos ou caindo de lugares altos, como escadas, por exemplo.
• Procure acomodá-lo tão confortável quanto possível e deixe o ambiente tranquilo e com pouca luz. Apoie a cabeça em um travesseiro, não o pegue no colo, não fique assoprando o focinho do paciente e não coloque a mão na boca para tentar retirar a língua. Estes procedimentos além de não ajudar o paciente pode fazer com que você leve uma mordida grave, cães dificilmente irão “engolir” a língua durante uma crise.
• É importante lembrar que durante a crise o cão perde, temporariamente, a consciência o que pode levar ao não reconhecimento do dono e de pessoas familiares.
• Quando o cão estiver ‘voltando’ ao seu estado normal, é recomendável que o proprietário fale com ele, para que o cão, ao reconhecê-lo, tranquilize-se mais rapidamente.
 
 

Tratamento da epilepsia

 
Normalmente, o animal epiléptico, quando medicado, tem uma vida normal e pode viver a vida toda tomando medicamento.
 
Como cada animal reage de forma individualizada aos medicamentos anti-convulsionantes, é comum que seja necessário um período ‘de experiência’, para que o veterinário chegue à dosagem exata para aquele indivíduo em particular. Durante este período, podem acontecer estados de excitação ou prostração, que necessitam de observação. Por isso, o Médico Veterinário tem que acompanhar de perto esse paciente fazendo os ajustes necessários na dose e fazendo exames de sangue para ver se a medicação está na dose correta e se não está causando problemas no fígado e rins.
Quando o animal convulsiona pela primeira vez ficamos muito desesperados e preocupados, nas primeiras ocorrências, dependendo do nível do ataque epiléptico, o animal é medicado, e fica em observação. O tratamento com medicações anti-convulsionantes só é indicado para animais que apresentam convulsões frequentes, ou seja, pelo menos uma vez por mês.
 
Além do histórico clínico, muitas vezes para chegar a um diagnóstico temos que fazer vários exames, como: raio-x, hemograma, exames do coração, dosagens hormonais e tomografia.
 
O tratamento envolve grande dedicação do proprietário, que precisa ter em mente que o sucesso do tratamento se baseia na redução da frequência, gravidade e duração das convulsões que raramente são abolidas definitivamente.
A medicação precisa ser administrada regularmente sem interrupção.
 
Lembre-se: somente um Médico Veterinário poderá lhe dizer a causa da convulsão e indicar o tratamento correto.
 

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